Arsenal 2x1 São Paulo: Rezar, torcer e ganhar

Juan Mabromata/AFP
Não há outra coisa para se fazer. Após mais um ruim resultado na Libertadores, o sinal de alerta está aceso no Tricolor. Ontem, fora de casa, contra o fraco Arsenal de Sarandí, perdemos por 2x1.

Não vou dar nota nenhuma porque respeito meus leitores e eles não merecem ler muitos palavrões, porra. Digo, droga.

Tá, vamos começar. Primeiro, com a escalação. Eu tenho sido um dos únicos que defendem o Ney Franco. É óbvio, ao meu ver, que demití-lo agora seria retroceder tudo que nós fizemos desde 2010. Mas, ontem, teve grande parte da culpa. Começando pelos três zagueiros. Qual era a ideia: liberar os laterais, pífios na marcação, deixar o sistema defensivo mais seguro e apelar para um sistema que tem tradição no clube.

Deu certo? Não. Nem era para dar. Não é por nada, mas, com 19 rodadas inúteis no Paulistão, deixaram pra testar o 3-5-2 numa "decisão" de Libertadores. No final, os laterais não atacaram nem defenderam e a zaga ficou perdida o jogo inteiro.

Contudo, a parte ofensiva não foi mal. Bem parecida com os últimos jogos: criou boas e numerosas oportunidades, mas faltou a conclusão final. E Luis Fabiano, dando ou não chilique, bem ou mal, faz falta nisso. O próprio primeiro tempo foi equilibrado, com a nossa zaga dando chances para os argentinos e Osvaldo criando boas oportunidades para nós.

O segundo tempo foi tenso. Logo no começo, Ney colocou Ganso e Maicon. O time estava começando a dominar o jogo quando, em um ataque isolado deles, a zaga tirou mal repetidas vezes até um argentino acertar uma bomba no alto. Golaço. Meio sem reação, vi o time dar esperanças logo depois. Achou um gol com o Aloísio e pressionou. Bons chutes de Osvaldo e Jádson, ela ia entrar. Aí, o lance crucial.

Cristiano Osvaldo fez todo o lance pela esquerda. Deixou Aloísio na cara do gol, com o goleiro batido no lance. E o atacante não conseguiu chutar. Leia de novo. O atacante não conseguiu chutar. Pois é. O princípio básico do futebol. Ele errou a bola. O zagueiro não deixou ela entrar e iniciou o contra-ataque. Nele falta perigosa. Bola na área, muito mal tirada. No rebote, que não tinha nenhum são-paulino, o argentino chutou e ela entrou. Novidades.

Aqui, um adendo sobre o Aloísio. Veloz, raçudo e um bom reserva. Sim, reserva do Luis Fabiano. Quando o camisa 9 fizer lá suas merdas, ele poderá o substituir bem. Mas não dá para ter como titular um atacante que faz um a cada cinco chances claras.

Depois do segundo gol, nem tinha mais clima. Terminou sem reação.

Faltou sorte e competência para o São Paulo. E sobrou para o Arsenal.

Sobre o Ney Franco, é o que eu disse no começo do texto. A zaga, sem escolha, vai ser formadas por esses jogadores. Com treino, devem (tomara mesmo) ir melhorando. Nas laterais, Lucas Farias e Carleto passam as ser as melhores opções. No meio, Fabrício, Rodrigo Caio, Wellington e Denílson brigam por duas vagas - isso é bom, a concorrência -, enquanto os meias devem ser Ganso e Jádson. Dê ritmo de jogo aos dois que vai dar certo, não tem como deixar um no banco. Na frente, o melhor camisa 17 do mundo, Osvaldo, e Luis Fabiano.

Só nos resta rezar para o time resolver jogar tudo o que sabe, torcer muito e, acima de tudo, ganhar.


Diogo Magri
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Autor: Diogo Magri

17 anos, são-paulino do interior. Tenho trauma de bola parada, de pênaltis e de elogios ao goleiro antes do fim do jogo. No C11, falo de futebol europeu. Na vida, tento sofr... digo, ser jornalista.
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