O sucesso da Copa do Nordeste


Na última quarta feira (29) o Ceará se tornou o Campeão da Copa do Nordeste de 2015, vencendo o time do Bahia no Castelão lotado. Encerrou-se assim mais uma edição de sucesso dessa competição que, em meio aos campeonatos estaduais monótonos e com pouco público, surge como um atrativo para os primeiros semestres das temporadas do futebol brasileiro que não tem muito encanto até chegar nas fases finais dos estaduais, em que ocorre os clássicos decisivos.

Público

Mesmo com públicos menores na primeira fase, a Copa do Nordeste ainda ficou com uma média de público superior aos campeonatos estaduais do país. Com uma média de 7.819 pagantes por jogo a competição superou os Campeonatos Paulista, Carioca, Gaúcho e Mineiro.

Mas, na fase de mata-mata, a Copa do Nordeste surpreendeu até as próprias estatísticas. Em 2015, foram 21.990 pessoas, em média. Para critério de comparação, é mais do que o Campeonato Brasileiro em todas as edições, desde 1983.

Claro que a Copa do Nordeste tem menos jogos do que os campeonatos estaduais citados, mas está é uma situação que se encaixa naquela frase “menos é mais”. São menos jogos, só que a grande maioria com muito mais emoção que os jogos dos estaduais, inclusive os da fase de grupos. Principalmente pelo fato de que são os principais clubes de cada estado, ou seja, a maioria dos jogos são equilibrados porque os times estão mais ou menos no mesmo nível, e existe ainda aquela disputa para saber qual estado tem o melhor clube.


E mesmo a fase de grupos tendo públicos menores, dois jogos dessa fase estão entre os cinco maiores públicos da competição, o clássico entre Ceará e Fortaleza foi o responsável por isso. Mas o principal destaque, claro que é a grande final entre Ceará e Bahia que, somado os dois jogos, reuniram mais de 100 mil torcedores nos estádios: 

Ceará x Fortaleza (1ª rodada): 27.994
Fortaleza x Ceará (6ª rodada): 37.494
Bahia x Sport (semi): 40.205
Bahia x Ceará (final): 40.982
Ceará x Bahia (final): 63.399


Receita

As bilheterias, junto com à premiação acumulada da competição (conforme vão passando de fase, os clubes ganham mais), projetam um ganho acima de R$ 5,5 milhões para o campeão Ceará.

Audiência

A Copa do Nordeste também é um sucesso na televisão. As audiências no Esporte Interativo (dados a partir de projeções do Ibope) até antes do segundo jogo da final, mais de 18,9 milhões de pessoas assistiram a programação do canal sobre Copa do Nordeste. Os confrontos das semifinais, por exemplo, foram vistos por 7,2 milhões de pessoas, e isso levou o Esporte Interativo à liderança da audiência, na Pay TV, entre os canais de esportes.

Marketing

Esse sucesso de público e de audiência além de ser por causa dos grandes confrontos também foi causado pelo marketing dos responsáveis pela competição. Sem ter uma liga para gerir a competição, coube ao parceiro de mídia tomar conta da gestão dos patrocínios do evento, ou seja, o Esporte Interativo. E para a sorte da Copa do Nordeste, a origem do Esporte Interativo é de uma agência de marketing esportivo. 

Tour da Taça


O Tour da Taça foi uma dessas campanhas de Marketing. A Taça percorreu dez cidades, de nove estados, num trajeto de 5.118 quilômetros. Visitou sedes de federações, de clubes, governos, prefeituras, veículos de imprensa, sedes de empresas patrocinadoras e ficou exposta em locais públicos. Tudo isso para aproximar do público, dos patrocinadores e dos atletas. E além de tirar fotos com a Taça, Os torcedores puderam brincar de serem narradores e tiveram suas atuações expostas na programação do Esporte Interativo.


E essa campanha de marketing foi um sucesso. Prova disso é que em pesquisa recente feita para reconhecimento da taça da Copa do Nordeste. 92% das pessoas associaram a Taça à competição. O mascote, Zeca Brito, que estreou neste ano e esteve presentes em todos os eventos, Tour da Taça e partidas decisivas teve 85% de identificação com a Copa do Nordeste. Veja abaixo a imagem do mascote da competição, o Zeca Brito:


Ações dos patrocinadores

Em mais uma inovação da Copa do Nordeste, os patrocinadores tiveram experiências novas no que refere ao futebol brasileiro. Já na primeira rodada duas ações especiais marcaram a estreia de Gillette e Midea. A primeira patrocinou o Craque do Banco, que foi repetida em, pelo menos, outros seis jogos. Três revendedores da marca puderam acompanhar uma partida de dentro do campo, em um banco de reservas criado e caracterizado especialmente para a ação.

A Itaipava, por exemplo, fez um “banco de reservas”, em forma de lata de cerveja. Enquanto que a Midea presenteou revendedores nordestinos da marca com o Dia de Craque. A ação consistiu em viver a experiência de um jogador

Características das maiores competições europeias: entrada e bola

A entrada em campo, permitia que o árbitro da partida (assim como na UEFA Champions League e na Copa do Mundo) entrasse à frente das equipes e, como primeiro ato, pegasse a bola Asa Branca II.

A bola Asa Branca II foi confeccionada pela Pênalty especialmente para a competição. A Copa do Nordeste é o único campeonato do país que tem uma bola própria, com a marca estampada e a inscrição “Made in Nordeste”. Nas semifinais, a bola ganhou a data e o local do jogo, além do confronto que estava sendo disputado. 


A Copa do Nordeste mostrou ser um sucesso e, sendo assim, mostrou também ser uma ótima opção para o primeiro semestre do futebol brasileiro, que é um momento de campeonatos estaduais com estádios vazios e jogos com poucos atrativos para os torcedores.

A Copa do Nordeste é, para os times grandes da região, o grande torneio para se disputar no início da temporada. Com os Estaduais em um nível baixo de técnica e de público o Nordestão passou a ser para os clubes de maior torcida a principal competição nas características esportiva e financeira. E, além disso, o campeão ganha uma vaga na Copa Sul-Americana, criando mais um atrativo esportivo para o torneio.

Por isso, o Nordestão faz com que o pensamento da volta de outros torneios regionais como, por exemplo, o Rio-São Paulo surja. Talvez essa seja realmente uma boa solução para os principais clubes do Brasil.

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Autor: Estudiante de Español

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